A vida é curta, e os momentos se dispersam em diferentes cantos e tamanhos, deixando brechas para o que era e exemplos para o que ainda será. Em giros rápidos foge o ar dos pulmões, causando um sufocar de sentimentos embaraçosos, onde criar expectativas esconde do mundo a angustia que permanece. E diante de tudo o nada torna-se esplêndido, por ser fácil de explicar por não ter explicação, por viver sem se frustrar por não ter vida realmente, por se quer existir.
O complicado surge a partir do não planejado, por não precisar ser abstruso este acaba sendo só por ser, e no final não se sabe por qual razão se iniciou.
É só por ter o que dizer em um final de vida ruim, virar-se diante de quem não passou para encher-se de falsa experiência e mentir sobre o que sofreu, por não passar de uma simples encenação do real, forjar o difícil é patético e deprimente, porque há no mundo uma realidade de mentiras, onde aparentemente tudo está bem, onde esconder o complicado é a grande obra e fingir o bem estar é sempre bem vindo, feito este pelos forjadores de falsas promessas.